Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Março 30 2010

Cansei de procurar a felicidade

Exausta, sem esperança nem alento

Léguas que percorri na mocidade

Em asas movediças, contra o vento

 

Paixões que foram alvo de esperança

Hoje, longe de mim, sem ter mais volta

Apenas uma brisa, fresca e mansa

Embala-me a saudade que anda à solta

 

E neste caminhar de desventuras

Eu sinto derrubar as estruturas

Dum coração, que bate contrafeito

 

Cansado, destruído eternamente

Que a vida me causou, tão duramente

Que os restos imortais, guardo no peito.

 

Lisdália Viegas Santos

Postado por Liliana Josué

publicado por cantaresdoespirito às 22:51

Março 30 2010

Por tudo quanto há, de mais sagrado

Ao menos uma vez! fala verdade!

Não mintas por despeito, isso é pecado!

Quero antes, enfrentar a realidade!

 

O teu olhar sombrio, me condena!

Sinto-me de ti, uma prisioneira

Do teu teatro da vida! eu sou a cena

Sou a lágrima dolorida!... carpideira…

 

A minha dor! oculta solidão!...

Em que me vejo! e sinto o coração!

Repelente da cadeia dos teus braços!

 

Como se eu fora, a coisa mais banal

A água conspurcada dum caudal

Ou lama, demarcada p’los teus passos

 

Lisdália Viegas Santos

Postado por Liliana Josué

publicado por cantaresdoespirito às 22:49

Março 30 2010

Povo que lavas no rio

Ao sol, à chuva e ao vento

Enrola a trouxa ! está frio!

Vai lavar p’ró parlamento!

 

Não há melhor lavadouro

Vai! Junta-te às lavadeiras

Canta com elas em coro!

Lavam, esfregam, sem canseiras

 

É um a ver se te avias;

É quem mais pode lavar

No pano das fantasias

São todos a querer esfregar

 

Cada qual sai com a sua

Todos querem ter razão

A verdade, é nua e crua

Como lavar sem sabão?

 

Mulheres da nossa terra

Há quem nos tire a direita!

Em vez de paz, temos guerra

O homem, tem tal maleita!

 

Ouvi-los em Assembleia

Sempre em dura discussão

Palavras, escritas na areia

São levadas p’lo cachão

 

Roupa suja é o que há mais

Fica sempre mal lavada

Já vem doutros Carnavais!

A invenção mascarada

 

Por isso! muita atenção!

Há ouvir bem e calar!

Para aprender a canção

Das lavadeiras, a lavar!…

 

Lisdália Viegas Santos

Postado por Liliana Josué

 

publicado por cantaresdoespirito às 22:45

Março 30 2010

 É verdade…,

é mesmo uma realidade,

vivida na vida campestre;

Havia muita verdade,

mas, a verdade que imperava,

e, de quem ninguém duvidava,

era da verdade do mestre;

O mestre tudo sabia,

desde o tempo à sementeira,

ele é que tinha a arrelia,

de ensinar…,

e até apregoar,

a verdade, mas a verdadeira.

 

O futuro e o presente

é a pura divindade do mestre;

Ele ensina a viver e até a conviver,

à sombra do bom cipreste;

Ensinando à sua gente,

a melhor forma de viver,

sábia, e, se possível,

seriamente;

Quando nascemos,

já o mundo existia,

e nós, já homens…,

nada lhe agradecemos,

vivemos apenas da fantasia.

 

Diz o poeta;

que, todo o mestre…,

era no seu tempo, um amigo;

Ter um amigo…,

seria como receber uma graça,

ou quem sabe, talvez um dom;

Era como ter fome,

e, num repente lhe aparecer pão.

Ter um amigo era uma honra,

e, conservá-lo, uma virtude;

Eu gostava e tenho, um mestre…,

um amigo, que me olha pela saúde

 

10/1/2010

 

Armindo Fernandes Cardoso

Postado por Liliana Josué

 

 

publicado por cantaresdoespirito às 22:26

Março 30 2010

 

 

                                          Em cada criança o medo aflito

                                          Descrito no rosto

                                         

                                          Largadas de tudo apertam na mão

                                          Pequeno tesouro

                                          Que não querem perder

 

                                          Ficam sem nada num desamparo

                                          Que não entendem 

                                        

                                          Caminham inertes no fundo da vida

                                          Perdida ao nascer

 

                                          Tantas as crianças que padeceram

                                          E morreram

                                          Nos campos do horror

 

                                         Uma lágrima por cada criança

                                         A vida inteira para chorar

 

 

 

publicado por milualves às 18:59

Março 30 2010

Da paleta de sonhos

Nasce a cor

Que dá vida à tela

 

Das mãos do pintor

Rodopiam pincéis

Saltitam tintas

Cria-se a imagem

Num tom perfeito

 

A tela fica colorida

Os dedos suavemente

Esfumam a arte

Criada com emoção

 

 

publicado por milualves às 18:52

Março 30 2010

 

                                          Pelo rosto escorre o desespero

                                          No olhar marés de sangue

                                          No ar o eco do apelo

                                          Chega a todos no instante                           

                                          Em que tudo se transforma

                                          E o espaço é o mundo

                                          Amassado no pó e na dor             

                                                                     

                                          Corpos destroçados

                                          Vidas quebradas pela sorte                                                                     

                                          Vultos parados no que restou

                                          Das ruas em que o tempo

                                          Já sem tempo ali ficou                                                                     

                                                                     

                                          E a terra a girar a girar sempre

                                          Ainda que escute

                                          O grito que chega da morte

 

 

                                          Helena Paz

 

                           

 

publicado por milualves às 18:47

Março 30 2010

Passam barcos passam gaivotas

Marinheiros de outras marés

Caravelas de águas remotas

Saúdam terras do Marquês

 

De ilustres antepassados

Ficaste também na História

De navegadores regressados

Foste a porta da glória

 

Oeiras vila de condes

Varandim aberto ao mar

Em cada recanto escondes

Velas prontas a zarpar

 

Praias de finas areias

Lembranças de banhos reais

Do mar as novas sereias

Repousam nos areais

 

Nas largas avenidas

Ou em cada rua estreita

Há jardins de cores garridas

Onde o sol sempre espreita

 

Da poesia é feito o momento

Da grandeza merecida

Aos poetas o agradecimento

Em pedra lembrando a vida

publicado por milualves às 18:34

Março 30 2010

Se a vaidade é uma arma

Nessa guerra quero morrer

Muito bem de salto alto

E vestido a condizer

 

Assim de flor ao peito

E saia a dar - que - dar

É mesmo deste jeito

Minha farda de matar

 

O colete apertadinho

A servir de protecção

É só no sapatinho

Que utilizo o canhão

 

E no campo de batalha

De que guerra já não sei

De armas arregaçadas

Bem feminina fiquei

publicado por milualves às 18:26

Março 30 2010

"Pergunto ao vento que passa

Notícias da minha amada

O tempo...Não me acha graça

O vento não me diz nada."

 

(José Augusto Corredoura Pais)

 

 

               G L O S A

 

Para glosar o poeta,

Com seu humor e chalaça,

E para atingir tal meta

Pergunto ao vento que passa.

 

Sendo um poeta "brejeiro"

E de veia apaixonada,

Pedir ao tempo primeiro

Notícias da minha amada.

 

Mas o tempo não "ligou",

Julgando que era chalaça,

E até se empertigou!

O tempo...não me acha graça.

 

Decidi eu procurar

Ao vento pela minha amada.

Mas o vento sem parar...

O vento não me diz nada.....

 

 

ANTÓNIO BOAVIDA PINHEIRO

 

 

 

 

 

 

publicado por virginiabranco às 17:55

Março 30 2010

A habitar-te a pele de cor morena

Baila o verão, fragata, mosto e cio

E do teu cabelo uma melena

Flor de sombra, arquejo e desafio.

 

Arde a vida no teu meigo riso

No ventre mátrio uma gaivota canta

Amante de joelhos, qual narciso...

Mirando-te no lago, flor infanta.

 

Despes as palavras, falas nuas

Íntimas, no odor da alvorada

Grito de alma, no teu eu flutuas...

No sonho, menina enamorada.

 

Colhes da noite um rio e as estrelas

Bafejo livre, aventureiro mor

Soube-te sentada sobre as velas

Acesas, porque amas o amor.

 

 

MARIA ZABELETA

IN (Jornal Almonda)

05/Março/2010 

publicado por virginiabranco às 17:22

Março 30 2010

Na sineira da vida tem a gente

O sino e o coração no seu rebate:

O sino que se "sente quando bate"

E o coração que "bate quando sente".

 

O sentir e o bater soa dif'rente

E, num sopro, termina o seu debate,

Pois, cessa o coração trino de vate,

Enquanto o sino bate em tom dolente.

 

O sino que se sente, tem mais sorte

Por mais tempo durar o seu trinado

Sem ter do coração o duro corte.

 

Mas, se demais lhe pesa o triste fado,

Mais vale ao coração que tenha a morte

Do que trinar, em vão, amargurado.  

 

GABRIEL GONÇALVES

in (Escultor de Sonhos)

 

publicado por virginiabranco às 17:04

Março 30 2010

A si mesmo chamou amigo, irmão,

Por só a si se ter por companhia

E, audaz, partiu em nau da fantasia

Na demanda do reino da ilusão.

 

E navegou, consigo pela mão,

P'lo roteiro do vento que rugia

E, vencendo a procela, a nostalgia,

Desembarcou no cais da solidão.

 

E fez-se ao mar, com resto de coragem,

Por teimar ancorar, mesmo iludido,

Nas águas do seu porto de miragem.

 

Do reino da ilusão, no mar perdido,

Voltou tão velho, após longa viagem

Mas não se deu ainda por vencido.

 

GABRIEL GONÇALVES

in (Escultor de Sonhos)

 

 

publicado por virginiabranco às 16:45

Março 30 2010

                                          Acorda a terra no momento

                                          Que das entranhas salta a vida

                                          Força que sempre renasce

                                          Verde, florida

 

                                          Despe-se do tempo

                                          Da hibernação imposta

                                          Pela Natureza

                                          E na seiva renovada

                                          Há pétalas de beleza                                         

                                         

                                          Nos riachos corre o som

                                          Das águas límpidas

                                          Que refrescam a terra

                                          Revigorada

 

                                          A passarada

                                          Lá vai anunciando

                                          O novo renascer

                                          Cruzando um céu

                                          Claro e pleno

 

                                          Pelos caminhos

                                          Em frenético movimento

                                          Corpos ondulando                                         

                                          Correm para os ninhos

                                          Num perpetuar da espécie

                                          Em Primavera abençoada

 

 

                                          Helena Paz

                                         

                                         

 

                                                                     

 

publicado por milualves às 14:55

Março 30 2010
O tempo já passou
A viver em ansiedade
Meu bisneto já chegou
Que grande felicidade!
 
Quando o silêncio é imposto
A quem gosta de falar
É como dar um desgosto
De se não poder conversar!
 
Mas agora sou eu a impor
Silêncio! O silêncio é de oiro
Não façam barulho por favor
Não vá acordar aquele tesouro!
 
Dorme, bebé, de mansinho
Que estamos todos a zelar!
“Chiu”, falem devagarinho
Não vá o Guilherme acordar!
 
Lisboa, 23-02-2010
publicado por appoetas às 12:41

Março 30 2010

Empunhasse eu a espada dos valentes

O faria armado da minha Bela memória
Em cada golpe jorrava amores coerentes
E contava à saudade uma nova história
 
Enquanto outros combatem pelo prazer
Impelisse-me a acção, embriagado
De pacificar todo o mal e poder até dizer
Que lutem os tolos! Eu sou apaixonado
 
São rios de discórdias, o amor é meu afago
E a esperança vai germinar um lindo amor
Por esses campos onde a morte e o fado
 
Dão a lei aos reis trémulos e às gentes
Eu…quero reconquistar plantando uma flor
Fazendo de meus versos, minhas sementes
 
Loures, 25-02-2010
publicado por appoetas às 12:37

Março 30 2010

Razão, irmã do amor e da justiça

Cúmplice do ser, queda-se em ascensão
Tornando o sentimento numa preguiça
Forjando a armadura que cobre o coração
 
Razão teima até que minha voz se cale
Mais uma vez escuta a minha prece
Alma minha incita ao coração que fale
Na verdade e na justiça que não falece
 
Olhares chorados em noites que entardece
Suplicados são os sentimentos de emoção
É a voz dum coração que te apetece
Pela ausência da entrega da paixão
 
Hinos são campos floridos da nossa alma
De um amor que amadurece e espreguiça
Que foi sono dum sonho que acalma
Duma alma livre, só a ti submissa
 
Loures, 25-02-2010
publicado por milualves às 12:15

Março 30 2010

Tu, que na vida me és pesado fardo

Tu, que ousas perturbar o meu sossego
Cuida-te mágoa, porque é teu degredo
Arderes em outro fogo que eu não ardo
 
Não te levo comigo ao novo ano
Já que saudades tuas me não deixas
Outros céus me mostraram que te queixas
Das teimosas manias de um insano
 
Vai-te, de vez, maldita Hellenah
Comparsa no qu’angústia diz respeito
Deixa o meu peito aberto aos Orixás
 
Que este dois mil e dez é ano feito
Para reaver algo do muito que não há;
O amor p’los demais, ao velho jeito!
publicado por milualves às 11:40

Março 30 2010

Não me vês nem te vejo desde aquém,

Deste mundo vedado desse teu.

Não teremos jamais o mesmo céu

Nem afecto que foi um mal ou bem.

 

Cada qual tem a vida que lhe vem

Da estrela da galáxia, onde nasceu.

Se meu astro p'ra ti escureceu,

O teu com fraca luz está também.

 

Em mundos paralelos nós vivemos,

Olhando só as cinzas dum momento

E não fontes de luz que ainda temos.

 

P'ra ti serei somente pó no vento

Mas Deus, que sabe mais do que sabemos,

Mais que corpos, vê almas lá por dentro.

 

GABRIEL GONÇALVES

in (Escultor de Sonhos)

 

 

 

publicado por virginiabranco às 02:17

Março 30 2010

Mar baloiço do berço e lusa vela,

Onde ecoam canções de nostalgia

Da gesta que do sonho acontecia

Com o vento a beijar a Caravela.

 

Mar calmo e da tragédia na procela,

Dos navegantes cruz e sacra via

Que a terra toda uniu e convertia

Em nave-mãe dos nautas, além dela.

 

Em ti, não há só mágoas e degredos,

Há glória para quem ousar partir,

Sem os montros que são antigos medos.

 

E, no tempo d'agora ou do porvir,

Ó mar, quantas riquezas e segredos,

Tens ainda p'ra dar e descobrir!

 

GABRIEL GONÇALVES

in (Escultor de Sonhos)

 

 

publicado por virginiabranco às 02:06

Março 30 2010

"DE TARDE"

 

Naquele pic-nic de burguesas,

Houve uma cousa simplesmente bela,

É que, sem ter história nem grandezas,

Em todo o caso dava uma aguarela.

          (Cesário Verde)

 

        G L O S A

 

Naquele "pic-nic" de burguesas,

De vestes que eram um esplendor

Todas pareciam mais umas maltesas

Enquanto eu um grande e real senhor

 

Mas com um simples toque do meu olhar

Houve uma cousa simplesmente bela,

Foi a hora mágica do meu coração a sonhar

E tornei o meu amor na mais linda donzela

 

Com dedicada magia e muitas certezas

Tornei-me súbdito do meu fiel sentimento

E que, sem ter história nem grandezas,

 

Tornaste-te Bela musa minha lua e estrela

E a minha vida mais feliz neste momento

Em todo o caso dava uma aguarela

 

Portugal/Loures

26MAR2010

 

publicado por virginiabranco às 01:34

Março 30 2010

"DE TARDE"

 

Naquele "pic-nic" de burguesas,

Houve uma cousa simplesmente bela,

É que, sem ter história nem grandezas,

Em todo o caso dava uma aguarela.

    (Cesário Verde)

 

 

            G L O S A

 

Naquele pic-nic de burguesas,

Fui tomada da tua superior atenção

Nessa tarde abundante de surpresas

Que d'alegria me encheram o coração.

 

Entre tudo o que naquela tarde vivemos

Houve uma cousa simplesmente bela,

Passe o tempo e jamais esqueceremos

O que neste doce momento se revela

 

O começo de um amor sem certezas

Cobre-nos com o seu gracioso manto

E que, sem ter história nem grandezas,

Em nós se instalou com todo o encanto

 

Imaginei momentos dessa tarde numa tela

Pintados com esta fantasia tão determinada

E um dia talvez possas dizer; não é requintada

Em todo o caso dava uma aguarela

 

Em 23 de Março de 2010

 

publicado por virginiabranco às 01:15
editado por appoetas às 12:50

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